Para cima e para baixo

YZ7J8806

Um pequeno raio X do que vai bem e do que continua mal na China.

Em 1820, a China era responsável por 33% da economia mundial, contra 24% da Europa Ocidental, 9% da Europa Oriental e menos de 2% da América.

Segundo um relatório da Goldman Sachs, o PIB da China deverá ultrapassar o da França, o da Alemanha e o da Grã-Bretanha por volta de 2010; o do Japão por volta de 2016; e o dos Estados Unidos por volta de 2041, tornando-se então a maior economia do mundo.

De acordo com o mesmo relatório, o PIB per capita da China em 2050 será superior a 31 mil dólares, quase 37 vezes o nível registrado no ano 2000.

A taxa de crescimento econômico da China tem uma média de 9,5% ao ano em termos reais, desde 1978.

Entre 2001 e 2005, a China foi responsável por um terço do crescimento econômico global.

A contribuição da China para o PIB global desde o ano 2000 foi quase o dobro de Índia, Brasil e Rússia (os companheiros no bloco econômico BRIC) juntos.

Nos anos de 2002 e 2003 a China respondeu por mais de 50% do aumento da procura mundial por cimento; 50% por alumínio; 90% por cobre; 70% por zinco; 50% por ferro; e 80% por aço.

A partir de 2010, a China deverá produzir mais doutores nas áreas de Ciências e Engenharia do que a América.

Em 1978, no início das reformas que abriram a economia do país, a cota da China no comércio mundial era de apenas 0,6%; em 2004, essa taxa saltou para 6,5%.

Em 2004, as exportações chinesas ultrapassaram as do Japão, ficando atrás apenas das dos Estados Unidos e das da Alemanha.

Os investimentos para as Olimpíadas de Pequim de 2008 foram calculados em 38 bilhões de dólares (para as de Londres, em 2012, a previsão é de 16 bilhões).

Há previsões que dizem que em 2025 haverá mais pessoas falando inglês na China do que em todo o resto do mundo.

Segundo o Museu das Comunicações de Chicago, a China já tinha a maior população de televisores do mundo em 1993.

Em 2006, o número de utilizadores de telefone celular na China ultrapassou os 400 milhões.

Em 2005, a China respondeu por 12% das vendas de produtos de luxo no mundo, com um mercado de 175 milhões de pessoas (que deve aumentar para 250 milhões de pessoas em 2010). Até 2015, o país será responsável por um terço do mercado mundial de artigos de luxo.

Em 2015, 100 milhões de turistas chineses vão visitar outras partes do mundo (em 2004, foram menos de 30 milhões).

A China está construindo neste momento 80 mil quilômetros de estradas interestaduais. Em 2004, o país somava um total de apenas 34 mil quilômetros. A primeira rodovia só foi construída nos anos 80.

Em 2005, a China era o terceiro maior mercado de carros do mundo, atrás dos Estados Unidos e do Japão. Em 2050, serão 500 milhões de carros, 2/3 a mais do que nos Estados Unidos.

A densidade demográfica da China hoje é de 134 pessoas por quilômetro quadrado. Nos Estados Unidos é de apenas 30.

Em 2004, a China superou os Estados Unidos nas exportações de tecnologia da informação e comunicação (celulares, computadores portáteis, câmeras etc). 90% dessas exportações são produzidas por empresas estrangeiras sediadas em território chinês.

Desde 1980, a China foi responsável pela redução da pobreza em 75% no mundo em desenvolvimento.

Em 25 anos, o número de pessoas que viviam em absoluta pobreza nas áreas rurais caiu de 250 milhões para 26 milhões (em 2005).

A desigualdade social aumentou 50% entre 1982 e 2002.

O mercado de trabalho chinês tem 40 milhões de desempregados pela reestruturação de empresas, e 140 milhões de trabalhadores rurais a procura de trabalho nas cidades.

Milhares de mineiros chineses perdem as vidas todos os anos em acidentes de trabalho.

Centenas de milhares de trabalhadores migrantes são forçados a trabalhar com uma carga horária desumana e salários inferiores ao salário mínimo chinês.

Um relatório de 2004 acusa que a negação das condições de trabalho seguras, o uso de mão de obra forçada e a inexistência de sindicatos diminui os salários entre 47 e 86%.

Alguns trabalhadores chineses têm que pagar um depósito ao seu patrão, além de uma taxa de recrutamento para serem contratados. Esses pagamentos simplesmente os impedem de deixar os empregos onde seus direitos são violados.

Se a China não violasse o direito dos seus trabalhadores, o preço das exportações aumentaria, devolvendo postos de trabalhos a centenas de milhares de pessoas no mundo.

* Dados extraídos do livro O Dragão e o Elefante, do jornalista inglês David Smith, editor de economia do Sunday Times.

Anúncios

~ por amnasianow em agosto 31, 2009.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: