É cada história…

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Com um território tão extenso, cada canto da China tem a sua cultura própria . O extremo norte tem cara de Mongólia, o noroeste tem cara de Cazaquistão, o Tibete tem cara de Nepal, o centro-sul tem cara de Vietnã e por aí vai. A região do sudeste da China voltada para o mar foi fortemente influenciada pelo comercio marítimo com o ocidente que começou lá pelos anos de 1500 e ainda hoje leva essas marcas em lugares como Hong Kong, Macau, Taiwan e Xangai. Da história mais recente tudo passa por dois episódios: a primeira e segunda guerras do ópio. Para isso não virar uma chatice vai aí o menor resumo da história já feito na história. Nem tudo neste blog são piadinhas e textos curtos. 

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Depois de anos tolerando bem a presença européia na China, em meados de 1700 a coisa muda de figura. O imperador chinês de plantão coloca regras rígidas para o comércio marítimo e proíbe o negócio do ópio (uma droga que levava parte da população à ruína). Os portugueses percebem a oportunidade do tráfico ilegal, e, com o rápido sucesso, são prontamente substituídos pelos ingleses que produzem o ópio na Índia. Em meados de 1800 o governo chinês tenta dar um basta no tráfico e numa dessas confisca um carregamento inglês no porto de Guangzhou. O clima esquenta. Os ingleses exigem não só devolução da mercadoria como uma indenização. A negativa chinesa é o pretexto para a Inglaterra começar a primeira guerra do ópio. Derrotados e humilhados os chineses cedem o rico porto de Hong Kong para os ingleses, além de serem forçados a pagarem uma indenização e ainda restabelecerem o comércio da droga. Fernandinho Beira Mar tem muita estrada pela frente.

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A China então desvia sua rota comercial para Xangai e Hong Kong entra em decadência. Alguns anos depois, com uma enorme sensação de mico, ingleses e franceses se juntam para atacar e ocupar Pequim. É a segunda guerra do ópio.  A China está pressionada e através de um tratado é obrigada a criar várias concessões estrangeiras pelo país. Além de Hong Kong, que já estava em mãos inglesas, Xangai passa a ser controlada pelos franceses e outros países europeus abrem sua fábricas por ali, Macau segue com os portugueses e, aproveitando a deixa, Taiwan é conquistada pelos japoneses. A situação só começa a mudar no início do século 20, com a primeira guerra mundial e os movimentos nacionalistas chineses que antecedem a revolução socialista. Dessa época existe até uma cervejaria alemã na cidade de Qingdao. E depois ainda reclamam das lojinhas chinesas de 1,99. (Marco)


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~ por amnasianow em agosto 24, 2009.

2 Respostas to “É cada história…”

  1. Li há pouco um livro maravilhoso de ficção que se passa na época da primeira guerra do ópio: Sea of Poppies, do escritor Amitav Ghosh. É o primeiro de uma trilogia (www.ibistrilogy.com). Estou louca esperando que saiam os outros dois. Fica a dica para o seus leitores se aprofundarem na história de um um jeito relax. 😉
    beijos

  2. Valeu, Ale! Vou dar uma busca aqui.
    Vai pra listinha…
    Beijao!

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