Sobre as águas

PescadorabertoH

No Lago Inle, um oásis de tranquilidade de 21 quilômetros de comprimento e 11 de largura no centro do Myanmar, as mulheres da tribo Pa-O adornam a cabeça com toalhas super coloridas. As da tribo Padaung esticam o pescoço com dezenas de anéis de cobre (são as famosas “mulheres girafa”, que aqui, ao contrário da Tailândia, vivem uma vida normal e não fazem parte de zoológicos humanos). E os pescadores remam com o pé entrelaçado no remo, num verdadeiro balé.

GirafaV

No Lago Inle, as hortas são flutuantes, os mercados são flutuantes, as casas são flutuantes, as vidas são flutuantes. E a gente passa por ali meio flutuando também, entre canais estreitos que levam ora a milhares de templos e estupas budistas, ora a campos de arroz a perder de vista, ora a vilas simples onde vive gente muito simples, mas feliz.

CasasH

“You are always, always, always welcome at this house”, repetia a mulher que tinha acabado de me servir chá, rapadura, doce de tamarindo e banana, só porque eu pedi para usar seu banheiro. “See you next year”, disse ela ao se despedir, segurando nas mãos a foto da sua formatura que foi buscar para nos mostrar com orgulho. Ela sabia que provavelmente isso não vai acontecer. Nós também. Mas no Lago Inle as pessoas são assim. E eu não tive dúvidas ao responder: “Yes, see you next year.” “Really?” Really. Ficamos combinadas assim. (Rachel)

 PescadorfechadoH

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~ por amnasianow em maio 13, 2009.

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