Comida, comida, comida – round 2

barcoshoriz

 

No segundo dia em Hoi An estávamos prontos para comer qualquer coisa e depois voltar arrependidos para mais uma orgia no restaurante de Mrs Mai. Andamos antes pela centrinho e passamos pelo mercado, o epicentro da cidade. É difícil saber se os restaurantes são uma extensão do mercado, ou o contrário. Se o mercado existe em função dos restaurantes, ou se estes surgiram como uma consequência lógica do outro. No labirinto confuso e super povoado o tema é só um: comida. O visual é de uma feira de rua não desmontável. As barracas estão frente a frente e as coberturas de lona avançam se encontrando no meio da rua, formando um grande shopping center coberto. Os fundos dão para o Rio Thu Bon, onde os barcos encostam para deixar os cestos de palha recheados de peixes. Em terra, o menu do dia vai chegando em todos os meios de transportes. Galinhas penduradas nas bicicletas, porcos amarrados vivos nas garupas das motos, patos sentados na frente de um triciclo servindo também de buzina. As pessoas andam como se estivessem perdidas e os vendedores não param de comer.

 

closecomendo

 

No começo da noite resolvemos apostar num restaurante de rua. Um esquema basicão, com mesas coletivas uma ao lado da outra encostadas num muro de uma calçada larga. Cada mesa é um restaurante diferente. As pessoas vão chegando e são disputadas pelos atendentes. Atrás de um balcão de madeira as panelas estão a mil. Aqui a comida é escolhida pelo menu, que também tem uma versão em inglês. O que dá na mesma, você nunca sabe o que são os pratos e eles nunca entendem a pronúncia em inglês. O segredo é apontar o dedo e esperar a surpresa. Apontamos o dedo umas 10 vezes e pedimos cerveja para cinco.

 

mercadoabacaxi

 

O circo vai sendo montado. Uma gelatina de arroz, como um ovo estrelado, recheada de camarão, rolinho primavera crocante com galinha, rolinho primavera fresco com verduras, noodles com galinha e legumes, arroz frito com peixe. Um carnaval. A sensação é de que a comida não vai para o estômago, mas direto para o cérebro. E mais cerveja. E mais noodles. E mais uma daquela coisinha frita. As mesas estão ficando vazias, as luzes estão se apagando e a gente pede só mais uma porçãozinha, não importa do que, pode ser aquele primeiro, e mais uma saideira. Despedimos de todos, abraçamos os donos, pegamos nossas bicicletas e tomamos a direção do hotel meio zonzos, um pouco pela cerveja, um pouco pela comida. Resolvemos desviar o caminho e atravessamos no escuro o mercado fechado. Fomos gritando para espantar os gatos com as lonas raspando nas nossas cabeças. (Marco)

 

peixevoando

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~ por amnasianow em março 3, 2009.

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