Vai que eu tô te vendo

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Isso é o que dá chegar num país estranho fazendo piadinha dos costumes locais. Ainda acho que o que aconteceu pode ter sido praga de algum alpinista genérico (magro, alto e barbudo) ou de algum integrante da banda de sherpas que tocava Elvis. Mas sem mágoas. O incidente na escada serviu de certa forma para nos colocar no nosso devido lugar. Na verdade a mudança nos planos nem foi tão grande, já que o roteiro inicial previa 15 dias no Nepal, sem trekking. Mas o clima de comercial da Timberland mexeu com a nossa cabeça e quase que a gente vai mesmo (já ficou prometida uma volta mais longa no futuro com tudo incluído).

 

Para conhecer as cidades e vilarejos do Nepal, e ainda fazer trilhas, é preciso mais tempo. As duas principais rotas, a volta do Annapurna e o acampamento base do Everest, levam em média 20 dias cada uma. Mas para os “sem trekking” o país ainda é um grande destino. A cultura que mistura budismo e hinduísmo, os templos patrimônio da humanidade, os arrozais descendo pelas encostas e as montanhas verdes com picos nevados já superam qualquer expectativa.

 

Em Pokara, o Annapurna é uma presença constante. E impressiona. Já me peguei várias vezes hipnotizado olhando para o seu contorno sem pensar em nada. Do hotel, da estrada, do restaurante, você pára tudo e começa a olhar. Deve ser o tal chamado da montanha. No Everest, todos os anos centenas de alpinistas atendem ao chamado e pagam cerca de 10 mil dólares, só de taxas governamentais, para tentar escalar os seus 8.848 metros (a altura de cruzeiro de um Boeing). 

 

Depois de 1953, quando o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay atingiram pela primeira vez o ponto mais alto do planeta, pouco mais de 1.500 pessoas já conseguiram a mesma façanha e 175 morreram tentando. Aliás, nessa história de quem chegou primeiro existe um fato curioso. Em 1924, os ingleses George Mallory e Andrew Irvine seguiram para o topo em meio a um mau tempo e nunca mais voltaram. O corpo de Mallory foi descoberto em 1999 e estava a apenas 600 metros do objetivo. A polêmica então foi lançada, pois era impossível saber se ele tinha morrido na ida ou na volta. Se algum dia a segunda hipótese ficar provada, ele terá sido o primeiro homem a conquistar o Everest, 29 anos antes da data oficial. (Marco)

 

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~ por amnasianow em dezembro 15, 2008.

Uma resposta to “Vai que eu tô te vendo”

  1. Oumeufilhoutudobemmeufilhoutábomdemaisaímeufilhou! Pena o lance da Rachel ter se machucado. A viagem de vocês está sendo tão boa que é aproveitada até por nós, a milhares de quilômetros. AbraçãoaímeufilhouficacomDeusBudaeKrishnameufilhou!

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