Rachel vai à montanha

nascer

 

Cinco e meia da manhã. Uma lua cheia enorme ilumina a estrada que serpenteia morro acima de Pokara à vizinha Sarangkot. E colore, timidamente, o maciço do Annapurna que se descortina a cada curva mais sinuosa à direita. Lá no alto o vento de inverno sopra frio, mas a vista é de impressionantes 180º. E então o céu começa a ficar mais claro devagar. Primeiro o topo coberto de neve do Annapurna Sul se tinge de vermelho. Na seqüência, o triângulo perfeito de Machhapuchhare. Depois, os picos dos Annapurnas II e IV. E então a montanha se escancara grandiosa e imponente, antes mesmo do sol aparecer no horizonte. Do lado oposto, a lua cheia se põe. Já é novo dia no coração do Himalaia.

 

Embora duro e inóspito, com centenas de vilas onde só se chega a pé (as trilhas de trekking não nasceram da vontade do ocidental explorar as montanhas, mas bem antes, da necessidade dos nativos se locomoverem pelo país), o Nepal é generoso com os não aventureiros. Mesmo manca e de muleta, eu pude me emocionar com o dia nascendo aos pés de algumas das mais altas montanhas do planeta, de camarote. E com direito à maior lua cheia do mundo de brinde. (Rachel)

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~ por amnasianow em dezembro 15, 2008.

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