Delírio coletivo

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Uma criança magrela pintada de azul dos pés à cabeça posando de Shiva. Um homem-macaco de capuz na cara, rabo de madeira saindo do short e cajado na mão. Uma vaca com uma pata que nasce no meio das costas. Um homem descabelado de cara pintada que toca flauta com o nariz. Encantadores de serpentes. Contorcionistas. Um sadhu pintado de branco que vive numa toca esfumaçada de incenso e anda com um cachorro menor que a palma da mão na coleira de barbante.

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Não fosse a placa da polícia colada por todo canto advertindo como pena gravíssima o uso de álcool e drogas (bem como o de refeições não vegetarianas), e você teria certeza absoluta de que o garçom colocou algum alucinógeno no copo do seu lassi de banana.

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Agora misture a tudo isso camelos. Centenas, milhares de camelos. Camelos pintados com motivos tribais, camelos coloridos, camelos de colar e pompom no focinho. Camelos de corrida. Carruagens de camelo. Táxis-camelo. Durante uma semana, entre outubro e novembro (a semana que antecede a lua cheia no oitavo mês do calendário hindu), cerca de 200 mil visitantes e 50 mil camelos de toda a Índia rumam para a uma das mais coloridas de animadas festas do país: a Feira de Pushkar.

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Os milhares de peregrinos se banhando no lago sagrado pela manhã e a grande profusão de sadhus por todo canto lembram que essa é uma das festas religiosas mais importantes do calendário hindu. Mas durante esses sete dias, a pacata Pushkar se transforma no que é provavelmente o cenário psicodélico mais lúcido do planeta. (Rachel)

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~ por amnasianow em novembro 14, 2008.

3 Respostas to “Delírio coletivo”

  1. E o cheiro?? Deve ser pior que o dos souks (escreve assim?) de Marrakesh e com certeza pior que o dos meus puffs rarararara

  2. Fuco, ararara, até que não são não… Pior que o seu puff, ararara.

  3. […] primeira vez que soube de Pushkar foi pelo blog da Rachel e do Marco. E desde que li este post aqui, a feira anual que acontece por lá virou destino dos sonhos. Como resistir à mistura de furdunço […]

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