Mercado Mundo Livre
O nome da estação não deixava dúvidas: China Town. Mas entre lanternas vermelhas, casas de chá e lojas de hashi, quem fazia barulho mesmo eram uns homens de sarongue e umas mulheres de sári, que entoavam mantras e se enfileiravam com oferendas na cabeça, acendiam incenso e jogavam pétalas de flores num altar prateado psicodélico improvisado na carroceria de um caminhão. Indianos, claro.
Logo depois pegamos o metrô e desembarcamos em Little India. Mais um nome de estação que dispensa GPS. Mas não é que, entre milhares de luzes, mercados de especiarias e cheiro de curry, o espetáculo era dos chineses? Um dragão enorme desfilava pelas ruas liderando uma procissão que terminava com homens se auto-flagelando, com enormes bastões de ferro atravessados pelo corpo (principalmente nas costas e nas bochechas).
Cingapura, um dos menores países do mundo, ocupa apenas uma ilha e ilhotas adjacentes entre a Indonésia e a Malásia e é uma misturança étnica deliciosa. Entre indianos e chineses há ainda os malaios. Juntos, esses três povos que somam quase 5 milhões de pessoas ocupam aquela que é a terra mais esterilizada de toda a Ásia (e que só se tornou independente do resto da Malásia em 1965, depois de ser durante anos colônia britânica).
Cingapura é milagrosamente limpa. Meticulosamente organizada. Inexplicavelmente acética. Um mar de arranha-céus modernosos e shoppings de grife onde tudo funciona. Ainda bem que existem os bairros étnicos para provar que nem todo o racionalismo planejado do mundo é capaz de modificar o DNA mais profundo dos asiáticos de verdade e de coração. (Rachel)






Artigo muito interessante. Muito bom saber que os antigos Tigres Asiáticos agora são considerados desenvolvidos! Parabéns pelo êxitos alcançados. Quem dera que nós também consigamos um dia!
Mystvan disse isso em junho 12, 2011 às 12:37 am