De ger em ger

Oito pessoas. Um carro (um carro velho). Setenta quilômetros. Nenhuma estrada. Umas três horas para ir, outras três para voltar. No meio do caminho, dois rios. É claro que não passaríamos do segundo…

Estávamos a caminho de um Naadam rural, as olimpíadas roots da Mongólia, que aconteceriam no meio do nada entre as colinas verdes do centro-norte do país, a mais ou menos 100 quilômetros da capital da província, Tsetserleg. Só tínhamos essas coordenadas em mãos, mais a companhia de seis mongóis. De alguma forma ainda desconhecida dos métodos ocidentais a coisa funcionou. Fomos. Vimos. Voltamos.

Nossos dias na Mongólia foram assim: às vezes precários, muitas vezes improvisados, sempre especiais. Conhecemos quatro províncias, alguns lagos, outros cânions e um deserto (o lendário Gobi), sempre guiados por nativos. Ficamos hospedados nos gers, as casas de famílias nômades, que sempre tinham um cantinho para forasteiros e uma cumbuca de chá de manteiga de iaque quentinho para oferecer (pulemos esta parte
).

Encerramos os 25 dias com algumas habilidades a mais (arco e flecha e jogos de tabuleiro locais), algumas habilidades a menos (eu, por exemplo, desaprendi o quase nada que sabia sobre andar a cavalo) e uma série de amigos de nomes impronunciáveis. Amigos que provavelmente nunca mais veremos, que se mudam a cada estação e nunca têm endereço fixo ou código postal. Mas amigos especiais, que se comunicavam com a gente na linguagem dos sinais e nos emocionavam a cada despedida. E elas eram diárias. (Rachel)

esse primeiro ger tá um luxo!!!
alessandra said this on agosto 11, 2009 às 3:56 am